{"id":569,"date":"2012-08-23T11:25:34","date_gmt":"2012-08-23T13:25:34","guid":{"rendered":"http:\/\/www.encontracubatao.com.br\/noticias\/?p=569"},"modified":"2013-08-13T15:02:39","modified_gmt":"2013-08-13T17:02:39","slug":"criancas-aprendem-a-ler-e-escrever-observando-passaros-em-cubatao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.encontracubatao.com.br\/noticias\/criancas-aprendem-a-ler-e-escrever-observando-passaros-em-cubatao\/","title":{"rendered":"Crian\u00e7as aprendem a ler e escrever observando p\u00e1ssaros em Cubat\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Cerca de 50 crian\u00e7as de Cubat\u00e3o, no litoral do Estado de S\u00e3o Paulo, com idades entre 4 e 6 anos, est\u00e3o estudando de um jeito diferente na Unidade Municipal de Ensino Estado de Alagoas. Com bin\u00f3culos e movimentos atentos em dire\u00e7\u00e3o as \u00e1rvores, as crian\u00e7as tem como objetivo identificar esp\u00e9cies de p\u00e1ssaros. No parque do col\u00e9gio, que os alunos carinhosamente apelidaram de observat\u00f3rio, eles participam de aulas ao ar livre e cuidam de p\u00e1ssaros da Mata Atl\u00e2ntica.<\/p>\n<p>Tucanos, papagaios, beija-flores e p\u00e1ssaros de diversas esp\u00e9cies s\u00e3o visitas frequentes na escola que fica no bairro Pinheiro do Miranda, localizado nas encostas da Serra do Mar. O canto e as cores dos p\u00e1ssaros que passam por l\u00e1 fizeram surgir o projeto Passarinhando. A ideia das professoras Roberta Petin, Marisa Fr\u00f3es Gon\u00e7alves e Ana Paula Santos Coutinho surgiu durante uma conversa em uma rede social. Elas decidiram resgatar um desejo antigo de incluir a educa\u00e7\u00e3o ambiental no dia a dia das crian\u00e7as e, desta forma, promover a inicia\u00e7\u00e3o \u00e0 leitura e \u00e0 escrita. \u201cTudo que a gente faz n\u00e3o fica s\u00f3 no papel. A gente tem um espa\u00e7o muito grande aqui\u201d, diz a professora Roberta.<\/p>\n<p>N\u00e3o foi preciso muito esfor\u00e7o para colocar as crian\u00e7as em contato com a natureza, j\u00e1 que \u00e9 poss\u00edvel ouvir os passarinhos nas janelas das salas. As professoras e alunos come\u00e7aram a investigar as esp\u00e9cies, a colocar alimentos para os p\u00e1ssaros, al\u00e9m de observar sua rotina. Depois de alguns dias, cuidar dos animais que moram ao lado da escola virou um h\u00e1bito di\u00e1rio. No come\u00e7o da manh\u00e3 as crian\u00e7as aprendem a preparar a \u00e1gua para as variadas esp\u00e9cies de beija-flor que circulam na \u00e1rea. Elas tamb\u00e9m colocam frutas para atrair outros tipos de p\u00e1ssaros para o parque da escola. \u201cToda vez que a gente avista um p\u00e1ssaro novo a diretora mostra nos livros, que agora s\u00e3o disputad\u00edssimos. Eles querem procurar no livro os p\u00e1ssaros que eles viram l\u00e1 fora. D\u00e1 pra ver muitos. Tucano, papagaio, periquito, beija-flor. O bacana \u00e9 que eles sempre estavam por aqui. Mas a gente nunca teve esse olhar\u201d, conta Roberta.<\/p>\n<p>Para despertar o interesse das crian\u00e7as, Roberta trouxe um bin\u00f3culo de sua casa. Depois, com a contribui\u00e7\u00e3o da Associa\u00e7\u00e3o de Pais e Mestres, a diretora Monica Marques de Paula adquiriu bin\u00f3culos de brinquedo e outros de verdade para as crian\u00e7as usarem nas aulas de observa\u00e7\u00e3o. Ela diz que, desta forma, as crian\u00e7as educam os ouvidos e o olhar sobre a natureza. Depois da pr\u00e1tica, as professoras tamb\u00e9m levam o assunto para a sala de aula. Elas mostram livros, trabalham poesias sobre p\u00e1ssaros, falam sobre a Mata Atl\u00e2ntica e o cuidado com o meio ambiente. \u201cPodemos atingir todas as \u00e1reas do conhecimento de maneira bem l\u00fadica\u201d, explica Roberta.<\/p>\n<p>Com o in\u00edcio do projeto, as professoras descobriram que muitas crian\u00e7as tinham gaiolas em suas casas e que isso era um h\u00e1bito na comunidade. O jeito foi mostrar para os pais que a liberdade dos p\u00e1ssaros seria um dos assuntos mais tratados na escola. Durante uma reuni\u00e3o, as professoras colocaram um espelho dentro de uma gaiola e fizeram a seguinte pergunta para os pais: \u201cQuanto tempo voc\u00ea aguentaria morar num lugar desses?\u201d. A pergunta serviu para a reflex\u00e3o dos pais e foi somada ao aprendizado dos filhos. A professora Roberta conta que ap\u00f3s a reuni\u00e3o e as aulas de observa\u00e7\u00e3o dos p\u00e1ssaros alguns alunos disseram que n\u00e3o havia mais gaiolas em casa e outros tamb\u00e9m contaram que est\u00e3o alimentando p\u00e1ssaros e at\u00e9 tucanos no quintal.<\/p>\n<p>A diretora do col\u00e9gio, Monica Marques, que tamb\u00e9m \u00e9 bi\u00f3loga, gostou do projeto desde a primeira conversa. Ela conta que acompanha os alunos e aproveita para fotografar as aulas que s\u00e3o feitas ao ar livre. \u201cN\u00f3s estamos na subida da serra, em Cubat\u00e3o. Em todo o lugar que a gente olha \u00e9 mata. A gente tem uma cultura que privilegia a leitura das letras, das palavras. Mas a leitura da natureza \u00e9 menos valorizada\u201d, diz ela.<\/p>\n<p>Monica diz que os p\u00e1ssaros tem sido o assunto principal das crian\u00e7as. Segundo ela, at\u00e9 quando est\u00e3o brincando elas param para observar algumas esp\u00e9cies que encontram nas \u00e1rvores. A diretora acredita que as crian\u00e7as podem ser as disseminadoras e defensoras das ideias ligadas ao meio ambiente. Por enquanto, tr\u00eas classes participam das atividades, mas outras j\u00e1 est\u00e3o come\u00e7ando a se interessar pelo projeto. \u201cTodos est\u00e3o se envolvendo no projeto por entusiasmo\u201d, conta.<\/p>\n<p>As professoras querem trazer a fam\u00edlia para a escola cada vez mais para discutir quest\u00f5es ligadas ao meio ambiente, principalmente sobre a mata atl\u00e2ntica, que est\u00e1 mais pr\u00f3xima a eles. Um outro objetivo do projeto \u00e9 realizar, nos pr\u00f3ximos meses, um concurso fotogr\u00e1fico sobre p\u00e1ssaros, para que todos tenham mais conhecimento sobre as esp\u00e9cies da regi\u00e3o.<\/p>\n<p><em>Fonte: G1<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cerca de 50 crian\u00e7as de Cubat\u00e3o, no litoral do Estado de S\u00e3o Paulo, com idades entre 4 e 6 anos, est\u00e3o estudando de um jeito diferente na Unidade Municipal de Ensino Estado de Alagoas. Com bin\u00f3culos e movimentos atentos em dire\u00e7\u00e3o as \u00e1rvores, as crian\u00e7as tem como objetivo identificar esp\u00e9cies de p\u00e1ssaros. 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