{"id":770,"date":"2013-02-22T12:27:34","date_gmt":"2013-02-22T14:27:34","guid":{"rendered":"http:\/\/www.encontracubatao.com.br\/noticias\/?p=770"},"modified":"2013-08-13T15:01:47","modified_gmt":"2013-08-13T17:01:47","slug":"cientistas-em-cubatao-descobrem-bacteria-que-come-poluentes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.encontracubatao.com.br\/noticias\/cientistas-em-cubatao-descobrem-bacteria-que-come-poluentes\/","title":{"rendered":"Cientistas em Cubat\u00e3o descobrem bact\u00e9ria que come poluentes"},"content":{"rendered":"<p>Um grupo de pesquisadores descobriu uma bact\u00e9ria que remove poluentes da \u00e1gua utilizada em procedimentos industriais de Cubat\u00e3o (SP) e a transforma em \u00e1gua totalmente pronta para o reuso. A descoberta \u00e9 resultado de uma pesquisa feita no Centro de Capacita\u00e7\u00e3o e Pesquisa em Meio Ambiente (CEPEMA), da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), que \u00e9 dedicado \u00e0 pesquisa e educa\u00e7\u00e3o ambiental em Cubat\u00e3o.<\/p>\n<p>A pesquisadora e doutora em Biotecnologia Elen Aquino Perpetuo foi a respons\u00e1vel por comandar a pesquisa. Ela conta que os estudos para tentar encontrar alguma bact\u00e9ria que conseguisse remover os poluentes da \u00e1gua contaminada por res\u00edduos industriais come\u00e7aram em 2005. Os pr\u00f3prios pesquisadores polu\u00edram uma pequena quantidade de \u00e1gua para realizar os testes. \u201cIsolamos algumas bact\u00e9rias que apresentam alta capacidade de degradar. Elas foram encontradas no ar de Cubat\u00e3o mesmo. Estamos em uma regi\u00e3o polu\u00edda, ao lado das ind\u00fastrias\u201d, explica ela.<\/p>\n<p>Segundo Elen, o grande desafio era usar essa bact\u00e9ria em uma \u00e1gua que realmente fosse contaminada pela ind\u00fastria. A Refinaria Presidente Bernardes, em Cubat\u00e3o, enviou o efluente para os pesquisadores e eles conseguiram constatar que realmente a bact\u00e9ria consumia os poluentes. \u201cEla (\u00e1gua) cont\u00e9m compostos bem t\u00f3xicos e algumas bact\u00e9rias t\u00eam a capacidade de comer esses compostos, de degradar esses compostos, usam esse composto como fonte de carbono. Eles retiram esse poluente do efluente e transformam em g\u00e1s carb\u00f4nico e em \u00e1gua na cidade de Cubat\u00e3o, que \u00e9 o que a gente chama de mineraliza\u00e7\u00e3o\u201d, afirma a pesquisadora.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s esse tratamento biol\u00f3gico, a \u2018\u00e1gua\u2019 ainda est\u00e1 colorida, com um aspecto ruim. Por isso, \u00e9 feito um novo processo, uma an\u00e1lise qu\u00edmica para remover a cor. \u00c9 utilizado uma esp\u00e9cie de filtro a base de carv\u00e3o que \u00e9 capaz de reter as impurezas e deixar a \u00e1gua transparente.\u00a0 \u201c\u00c9 uma \u00e1gua totalmente descontaminada, pronta para reutilizar ou descartar. N\u00e3o \u00e9 \u00e1gua pot\u00e1vel, \u00e9 para reuso da pr\u00f3pria refinaria. Geralmente \u00e1guas de ind\u00fastria n\u00e3o s\u00e3o recomendadas para uso dom\u00e9stico\u201d, diz Elen. Segundo a pesquisadora, a inten\u00e7\u00e3o do estudo \u00e9 mostrar que h\u00e1 uma possibilidade de reutilizar a \u00e1gua nas ind\u00fastrias, que gastam muito com a compra desse bem e tem alto consumo. Al\u00e9m disso, a aplica\u00e7\u00e3o da bact\u00e9ria para despoluir a \u00e1gua seria uma a\u00e7\u00e3o boa para o meio ambiente e economicamente positiva para as refinarias.<\/p>\n<p>De acordo com a especialista, existem muitos estudos na \u00e1rea de tratamento de efluentes.\u00a0 H\u00e1 bact\u00e9rias que s\u00e3o capazes de degradar outros contaminantes, como gasolina, diesel, entre outros. Mas o ineditismo nesta pesquisa \u00e9 em rela\u00e7\u00e3o a bact\u00e9ria <em>achromobacter<\/em>. \u201cEsse tipo de bact\u00e9ria nunca tinha sido descrita para o tratamento de efluentes. E pode ser que ela seja uma esp\u00e9cie nova, porque ela tem genes diferentes que tem essa alta capacidade de produzir enzimas que degradam o poluente\u201d, explica.<\/p>\n<p>A identifica\u00e7\u00e3o e a a\u00e7\u00e3o de degrada\u00e7\u00e3o da bact\u00e9ria foram feitas pela doutora Elen e pelas as outras pesquisadores do CEPEMA. O trabalho de biologia molecular, que identifica as bact\u00e9rias, foi realizado em S\u00e3o Paulo por pesquisadores do Instituto de Ci\u00eancias Biom\u00e9dicas e do curso de Engenharia Qu\u00edmica da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP). A partir da descoberta, o grupo de jovens que fazem mestrado em Cubat\u00e3o puderam desenvolver outras pesquisas acad\u00eamicas, relacionadas as prote\u00ednas da bact\u00e9ria, ao tratamento e remo\u00e7\u00e3o da cor da \u00e1gua e o isolamento da bact\u00e9ria em \u00e1reas contaminadas por gasolina.<\/p>\n<p>Agora, os pesquisadores querem patentear o processo para ver se conseguem baratear o custo. \u201cA gente viu que na bancada funciona em um processo de at\u00e9 2 litros. Agora a gente est\u00e1 pensando em um jeito de fazer em grande escala e economicamente vi\u00e1vel\u201d, afirma Elen. Eles ir\u00e3o montar uma esp\u00e9cie de aqu\u00e1rio para poder fazer a patente para uso industrial e j\u00e1 calcularam que \u00e9 poss\u00edvel tratar at\u00e9 60 litros de efluentes por hora.<\/p>\n<p><em>Fonte: G1<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um grupo de pesquisadores descobriu uma bact\u00e9ria que remove poluentes da \u00e1gua utilizada em procedimentos industriais de Cubat\u00e3o (SP) e a transforma em \u00e1gua totalmente pronta para o reuso. A descoberta \u00e9 resultado de uma pesquisa feita no Centro de Capacita\u00e7\u00e3o e Pesquisa em Meio Ambiente (CEPEMA), da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), que \u00e9 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.encontracubatao.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/770"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.encontracubatao.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.encontracubatao.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.encontracubatao.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.encontracubatao.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=770"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.encontracubatao.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/770\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1394,"href":"https:\/\/www.encontracubatao.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/770\/revisions\/1394"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.encontracubatao.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=770"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.encontracubatao.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=770"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.encontracubatao.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=770"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}